Calma, o blog não virou baixaria.
Se bem que fetiche por tênis tem virado coisa corriqueira ultimamente.
Já li em algum lugar que pés (e relacionados) são o fetiche mais comum. Não sei de onde tiraram esses dados (como contabilizar uma coisa assim? pesquisa Ibope? Acho que não… :P), mas a julgar pelo número de membros que curtem sneakers em comunidades como o Gear Fetish, talvez seja verdade. Há muitas comunidades de tênis no Orkut, algumas explicitamente fetichistas (“Curto tênis esporrado”, por exemplo) e outras (a maioria) dissimuladas (como as “Sou louco por Nike”, “Adoro meus tênis”).
Mas, como já comentei aqui antes, acho que aqui no Brasil, os caras curtem mais shorts, a julgar também pela quantidade de comunidades no Orkut, por exemplo (já que lá fora eles usam mais MySpace ou Facebook, enquanto Orkut só é popular por aqui) e pela quantidade de votos para tênis e chuteiras na enquete do blog. Acho que fato de sermos “o país do futebol” e a popularização dos shorts de nylon na década de 80 (que deixaram de ser roupa esportiva e passaram a ser roupa casual) também deve ter ajudado muito.
Voltando aos “sneakers“, ao contrário de fetiches como short, sunga ou cueca, o fetiche por tênis é facilmente dissimulável em simples mania. Afinal, os tênis estão lá embaixo, nos pés, longe da região erógena (pra maioria das pessoas, claro, não pra eles). Quem (que não se toca do fetiche) iria imaginar que um simples tênis ou chuteira ou chinelo pudesse ser algo tão erótico e que os caras iriam pô-los em outros lugares (como falarei no próximo post) que não os pés?
Numa matéria sobre uma feira de calçados que falava sobre o crescimento do setor no Brasil, o representante de uma das empreasa declarou: “É fetiche, né? Tudo que é fetiche vende.”
“Fetiche” pode significar muitas coisas, mas é claro que a conotação “fetiche sexual” (assim como outras palavras relacionadas a sexo) prevalece. E tenho certeza que era disso que o empresário estava falando.
Perceberam que, de uns anos pra cá, tem se falado muito em tênis, em “sneakers” (nem se conhecia esta palavra)? Muita propaganda, vinhetas na MTV, abertura de Malhação, capas de caderno, camisetas… Como é algo que representa algo despojado, casualidade, esportividade, estar dentro da moda, passa despercebido com algo sexual e a propaganda (principalmente norte-americana) tem investido muito nisso, vide a matéria com o jogador argentino abaixo, na galeria. Mas, sobre esse ponto, também falarei no próximo post.
Pra se ter uma idéia, no site SneakersBR, na parte do blog do documentarisa Edson Soares, há alguns depoimentos que comprovam algumas coisas que eu disse aqui. Na entrevista de Nicolas ele declara: “Eu fui descobrir que existia o termo [sneakerhead] faz dois anos. Foi em 2006, quando o site saiu, quando o Sneakers saiu, que eu vi que existiam outras pessoas que levavam tão a sério isso“.
“A sério”???? Faça-me o favor… E ele continua: “Antes, era, pô, eu sou um cara que gosta de tênis. Aí, depois do site [SneakersBR], pô, eu sou um ‘sneakerhead'”. Como assim “um cara que gosta de tênis”? Então eu sou “um cara que gosta de shorts”? hahaha
Já na entrevista com o Dj Marcus, o cara fala que saiu da balada, no meio do trampo, parou de discotecar pra comprar um tênis. Meu, fala sério, só no tesão por um short eu faria isso (e olhe lá!).
Não vou dizer que eu não curto tênis. Já disse aqui que tenho interesse. Mas, vamos ser honestos, né…? Como dizem por aí “Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa bem diferente”…